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Como Escolher Quem Constrói os Agentes de IA da sua Empresa

Sete critérios para separar quem entrega de quem faz uma demonstração bonita: propriedade do código, âmbito fechado, o que acontece quando a IA erra e onde ficam os dados.

Pedro Santos
Pedro Santos
Arquiteto de Software Principal
2 min de leitura
Como Escolher Quem Constrói os Agentes de IA da sua Empresa
Neste artigo
  1. 1. Pergunte que processo vai ser automatizado, não que tecnologia vai ser usada
  2. 2. Exija saber o que acontece quando a IA erra
  3. 3. Confirme que o código e a infraestrutura ficam seus
  4. 4. Peça o âmbito, o prazo e o preço por escrito antes de começar
  5. 5. Verifique onde ficam os dados
  6. 6. Prefira quem recusa trabalho
  7. 7. Comece pequeno, mas comece a sério
  8. Em resumo

O mercado encheu-se de fornecedores de IA em pouco tempo, e a maior parte das propostas parece igual vista de fora. Estes são os critérios que separam quem entrega de quem faz uma demonstração bonita.

1. Pergunte que processo vai ser automatizado, não que tecnologia vai ser usada

Um fornecedor que começa por falar de modelos, arquiteturas e plataformas está a vender tecnologia. Quem vai entregar começa por perguntar como funciona o seu processo, quanto tempo consome e onde falha. A conversa técnica vem depois, e é consequência.

2. Exija saber o que acontece quando a IA erra

Não existe sistema que nunca erre. O que distingue um fornecedor sério é ter resposta pronta para isto: de onde vêm as respostas, como se verifica a origem, que ações exigem aprovação humana e o que fica registado. Se a resposta for que o modelo é muito bom e raramente erra, isso não é uma resposta.

3. Confirme que o código e a infraestrutura ficam seus

Pergunte diretamente: no fim do projeto, quem é o dono do código? Onde corre o sistema? Consigo passar a manutenção para outra equipa sem renegociar? Um "sim" claro a estas três perguntas elimina metade do risco de um projeto destes.

4. Peça o âmbito, o prazo e o preço por escrito antes de começar

Projetos de IA têm fama de derrapar precisamente porque muitos começam sem âmbito fechado. Uma proposta séria diz o que entrega, em quanto tempo e por quanto, e diz também o que não entrega. Se o preço depender de horas gastas sem tecto, o risco está todo do seu lado.

5. Verifique onde ficam os dados

Alojamento na União Europeia, dados não usados para treinar modelos públicos, permissões por perfil e registo de utilização. Isto deve constar do contrato e não apenas de uma conversa. É a diferença entre ter resposta para dar quando alguém perguntar e não ter.

6. Prefira quem recusa trabalho

Este é o critério menos óbvio e provavelmente o mais útil. Um fornecedor que diz que sim a tudo, que garante retornos antes de conhecer a operação e que nunca sugere não avançar, está a vender. Quem trabalha a sério diz quando o caso não compensa, porque um projeto que não dá retorno custa-lhe a reputação.

7. Comece pequeno, mas comece a sério

Desconfie tanto de quem propõe transformar a empresa toda de uma vez como de quem propõe um piloto sem ligação a sistemas reais. O primeiro é risco desnecessário; o segundo é uma demonstração cara que nunca vai a lado nenhum. O caminho útil é um processo real, ligado a sistemas reais, em produção, com métrica definida à partida.

Em resumo

Se um fornecedor lhe explicar o processo antes da tecnologia, disser o que faz quando a IA erra, entregar o código, fechar âmbito e preço, guardar os dados na Europa e for capaz de lhe dizer que não, está a falar com alguém que já fez isto antes.

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